MPE Leva Projeto Anjos da Guarda a Estudantes na Região Sul de Palmas

Data do post: 13/03/2018 18:25:24 - Visualizações: 136

Independentemente de idade, cor, raça, religião ou classes sociais, várias mulheres já tiveram ou carregam uma história de violência: são sobreviventes de feminicídios, vítimas de estupro, tortura e décadas de agressões.

Ministério Público EstadualNo Ministério Público Estadual (MPE), o Núcleo Maria da Penha foi criado para oferecer o atendimento necessário a este público, mas também desenvolver trabalhos de prevenção à violência contra a mulher.

Um desses trabalhos é o Projeto Anjos da Guarda, que vem sendo desenvolvido em escolas da rede municipal de Palmas com o objetivo de levar informações sobre os mecanismos de proteção à mulher trazidos pela Lei Maria da Penha. Informações sobre como o agressor pode ser responsabilizado criminalmente, como identificar a violência e como pedir ajuda, dentre outras.

O projeto é desenvolvido pela Promotora de Justiça Thaís Cairo Sousa Lopes e pela equipe multidisciplinar do Núcleo: a pedagoga Leila Maria Lopes da Silva e a assessora jurídica Raíza Lanousse que, em uma linguagem jovem e dinâmica, ministram palestra sobre o tema, com apresentação de vídeos e contando histórias como a da própria Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica que deu nome à Lei.

Ministério Público EstadualNesta segunda-feira, 12, mais uma escola recebeu o projeto. Cerca de 300 alunos do Colégio Esportivo Militar do Corpo de Bombeiros (Cemil) Professora Margarida Lemos, no setor Lago Sul, participaram das atividades, onde a equipe abordou aspectos da diferença sociocultural e da relação de poder estabelecidas historicamente entre homem e mulher que geram a violência. “Quando não se toma providência, essa violência evolui de humilhações para ameaças, passa por lesões e lamentavelmente pode acabar em crime de homicídio”, enfatizou a pedagoga Leila Lopes.

No fim da palestra, cada aluno recebeu a cartilha “O enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher - Uma construção coletiva”, com a íntegra da Lei Maria da Penha, um folder informativo e um certificado de participação que os define como guardiões do lar. “Queremos estimular entre os estudantes a cultura da não violência em qualquer âmbito, principalmente dentro de casa, da escola, ajudando na sua formação e tornando-os mais conscientes e multiplicadores, verdadeiros Guardiões do lar”, afirma a pedagoga.



Fonte: Ministério Público Estadual