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Orçada em Quase R$ 196 Mil, Virada da Fé de Tocantinópolis Fracassa em Público Presente. Atração Principal Não Compareceu

Data do post: 02/01/2020 14:30:58 - Visualizações: (5965) Imprimir

Imagem do Site www.tocnoticias.com.brEvento em Tocantinópolis foi um verdadeiro fiasco com a presença de pouquíssimas pessoas na orla da cidade, além de uma das atrações evangélicas não comparecer  ao evento. Até o presente momento a prefeitura não emitiu qualquer nota explicando os motivos do não comparecimento de uma das atrações.

O Governo do Estado do Tocantins havia liberado cerca de R$ 2,4 Milhões em emendas para eventos em várias cidades do Estado, isso incluía as festas natalinas e virada de ano no qual, o Município de Tocantinópolis recebeu nada menos que R$ 180.420,00 (Cento e oitenta mil, quatrocentos e vinte reais) através de uma emenda parlamentar do Deputado Fabion Gomes, que somando com a contrapartida do município que foi de R$ 15.221,67 (Quinze mil duzentos e vinte e um reais e sessenta e sete centavos), totalizou o exorbitante valor de R$ 195.641,67 (Cento e noventa e cinco mil, seiscentos e quarenta e um reais e sessenta e sete centavos).

Imagem do Site www.tocnoticias.com.brEra pra ser apenas mais um "Réveillon da Família" com uma atração direcionada aos católicos e outra para os evangélicos, porém, a maioria dos populares que costumavam lotar a orla da beira rio da cidade não gostaram da programação e simplesmente resolveram ficar em casa confraternizando entre familiares e amigos, e muitos outros partiram para as chamadas "Festas Mundanas" em municípios da região, citando como exemplo a cidade de Porto Franco no Maranhão, que além de ter várias atrações, contou com uma queima de fogos de cerca de 14 minutos ininterruptos.

Em Tocantinópolis, se somente os evangélicos tivessem ido ao evento programado em uma decisão monocrática do prefeito Paulo Gomes, filho do ex-deputado José Bonifácio e sobrinho do autor da emenda de R$ 180 mil, Deputado Fabion Gomes, o tal "Réveillon da Família" teria sido um sucesso total, porém, a grande maioria dos "irmãos" resolveram passar a virada do ano em vigília de oração em suas próprias igrejas, salvo apenas um pastor que é da proximidade do gestor que marcou presença com seus poucos fieis.

Isso mostrou que nem mesmo os líderes das igrejas evangélicas "Pastores e seus presbíteros" gostaram da programação, já que, numa festa direcionada para se comemorar a virada do ano com atrações Gospel`s sempre terá pessoas que não seja dos círculos das igrejas tanto católicas como evangélicas, o que realmente não seria uma imagem muito boa de se ver, um crente orando com a bíblia na mão e um mundano com um litro de cachaça na boca aproveitando os sons modernos de hoje do mundo gospel e dançando sem ligar para a letra da música. Ninguém aqui está sugerindo que os "Crentes" não querem se misturar com os "Não Crentes", longe disso, os evangélicos são os que mais se esforçam para buscar e convencer pessoas que as vezes estão desesperançosas para mudarem de vida, porém, tudo tem seu momento e hora para isso acontecer.

Foto: Reprodução/facebookNão é um conflito de classes totalmente diferentes uma da outra, mas, sabemos que não se aceita um cidadão entrar tanto na igreja católica como na evangélica com um litro de pinga na mão, porque lá é um local de oração, e levar um evento do tipo para campo aberto, está se dando oportunidade de misturar os pecadores da vida para o meio de quem procura a salvação. Dificilmente se converterá alguém em meio a uma festa que no centro tem pessoas orando e ao redor outras consumindo bebidas alcoólicas ou até mesmo drogas. "Neste caso opino que o crente de pouca fé seria mais fácil de ser seduzido a deixar a igreja do que o mundano mudar de ideia e passar para a o lado oposto. Tente convencer uma pessoa totalmente embriagada a largar de beber e entenderá o que estou falando."

O episódio ocorrido no dia 31 de Dezembro para 1º de Janeiro nos faz recordar a história bíblica quando Jesus Cristo expulsou os vendilhões "Cambistas" que se amontoavam no Templo de Jerusalém, acusando-os de tornar o local sagrado numa cova de ladrões através de suas atividades comerciais. O evento na Orla de Tocantinópolis seria uma comparação moderna ao ocorrido a mais de dois mil anos atrás, pois estariam pessoas orando e outros pobres coitados tentando sobreviver vendendo seus produtos, sejam eles água, cerveja, ou outras bebidas com teor alcoólico superior.

Foto DivulgaçãoNa verdade vos digo que o prefeito deu um verdadeiro "Tiro no Pé", ao programar a virada sem entrar em comum acordo com os demais pastores das igrejas evangélicas, que em tese, tem o seu dia de comemoração do tipo que  é o dia do "Evangélico", e com os católicos que também tem o seu dia no calendário de feriados municipais. Atenção vereadores de mandato, não seria a hora de criar também "O Dia dos Mundanos?".

Agora, passado o episódio em que a atração tida como principal que foi Samuel Mariano, não compareceu para cumprir o contrato, ficou uma lacuna a ser explicada. Pagaram o Cantor? Se pagaram porque ele não emitiu algum vídeo ou nota explicando os motivos de sua não presença?

Numa rápida pesquisa na internet encontramos um post que acusa o mesmo cantor que faltou de ter dado um calote nos organizadores de um evento quase do mesmo tipo na cidade de Piracicaba (SP). Chamado de 1º Encontro da Fé, o evento contaria com a presença de Samuel Mariano como sendo uma das atrações principais, porém, o artista não compareceu e segundo a reportagem que foi feita a cerca de um ano atrás, não teria devolvido o dinheiro recebido antecipadamente.

Foto: Dirceu LenoEsta não é a primeira vez que o gestor tenta organizar um evento desse tipo e termina em fiasco. Na Virada da Fé de 2018 a famosa Banda Rosa de Saron foi contratada para realizar um show no mesmo espaço de eventos na beira rio de Tocantinópolis e o show acabou não acontecendo por causa da chuva. Na ocasião o público lotou o local para ver a banda, mais águas caíram do céu com tudo e acabou com o evento antes da atração principal se apresentar. Suspeita-se de que o boicote deste ano no qual as pessoas não compareceram como no ano anterior, fosse medo de novamente o show não acontecer, e foi justamente o que aconteceu novamente, só que dessa vez a atração principal não deu as caras, será se "O povo adivinhou?

Procuramos na internet o contato do cantor Samuel Mariano para solicitar uma nota sobre o não comparecimento mais infelizmente não encontramos, inclusive o site oficial do artista está fora do ar.

Foto Reprodução Diário Oficial de TocantinópolisVale esclarecer que o cantor Diego Fernandes "que se apresentou" custou R$ 45.000,00 (Quarenta e cinco mil reais), e da atração faltosa "Samuel Mariano", custou aos cofres públicos R$ 65.000,00 (Sessenta e cinco mil reais), Totalizando gastos de R$ 110.000,00 (Cento e Dez Mil Reais). As informações são do Diário Oficial Eletrônico do Município de nº 086 de 12 de Novembro de 2019.

O certo mesmo seria a prefeitura municipal de Tocantinópolis se manifestar e explicar o que realmente aconteceu, já que a emenda do Deputado Fabion foi paga, então, considero que foi dinheiro público despejado pelo ralo, dinheiro este que daria para ajudar muitas famílias carentes da cidade que neste mês de Dezembro ultimo, corriam atrás de uma ajuda para passar pelo menos o natal e o ano novo de barriga cheia em casa.  

Por Roberlan Cokim - Idealizador do Portal Tocnoticias. 

Jornalista DRT: 0000852/TO. Radialista DRT: 0001154/TO

Fonte: Redação do Tocnoticias

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