Mulheres São Presas Ao Tentar Entrar no Presídio com Documentos Falsos

Data do post: 28/12/2015 - Visualizações: 1184

Elas falsificaram carimbo e assinatura de uma agente prisional, em Goiás. Uma delas já cumpria pena no semiaberto e usava tornozeleira eletrônica.

G1 GoiásSete mulheres foram presas neste domingo (27) ao tentar entrar na Casa de Prisão Provisória, dentro do Complexo Prisional Odenir Guimarães, usando documentos falsos para visitar internos, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Elas adulteraram o carimbo e até a assinatura de uma servidora. Uma das mulheres era uma detenta do regime semiaberto e usava tornozeleira eletrônica.

Para fazer uma visita a um interno, é necessário ir até uma agência do Vapt Vupt e fazer um cadastro, apresentando documentos que comprovem o parentesco com o preso. A partir de então, é necessário retirar uma senha online com um código de barras a cada semana para conseguir entrar no complexo. Na penitenciária, essa senha é verificada e carimbada por um servidor.

“Para não ter que passar por essa verificação, criaram um carimbo falso com o nome da pessoa responsável pela fiscalização e também a assinatura dela e, com isso, não passavam por essa leitura do código de barra e foram para outra fila”, disse o diretor do complexo, Alex Aparecido.

Entretanto, segundo o diretor, a pessoa que fazia o controle da entrada na unidade prisional era justamente a agente prisional que tinha tido o carimbo e assinatura falsificada. No momento em que ela pegou uma das senhas, ela identificou a falsificação.

“Eu peguei a senha e vi o carimbo e a senha e na hora eu percebi que tinha algo errado. Não era só a assinatura, mas o carimbo parecia que tinha sido impresso, uma cópia, e não quando você realmente carimba o documento. A partir daí, eu fiz uma varredura na fila”, disse a agente prisional Aletheia Luthiane.

As mulheres foram levadas para o 1º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia. Agora será feita uma investigação para saber como elas conseguiram fazer a falsificação. “São duas hipóteses: ou falsificaram a identidade de alguém e apresentaram no presídio, ou a pessoa que fez o cadastro usou um documento falso”, explicou o diretor.