Bonifácio Diz que a Amazônia é o Pulmão do Mundo, e o Brasil é o Celeiro, Criticando Também a Bancada Tocantinense que Segundo ele se Vendeu por Migalhas

Data do post: 22/03/2017 16:24:32 - Visualizações: (1096)    Imprimir

Durante a sessão que marcou a abertura da Campanha da Fraternidade da CNB 2017, o deputado biquense criticou a bancada tocantinense da Câmara dos Deputados ao afirmar  que grande parte dela se confraternizou com o Governo Temer. "Fico triste quando vejo a nossa grande bancada se confraternizar com o Governo a troco de migalhas que não significam a essência do ser humano, do mundo e do nosso Estado." Reclamou Bonifácio.

Foto Reprodução ALTVNo início de sua fala, Gomes relembrou algumas Campanhas da Fraternidade anteriores, no qual citou uma que segundo o deputado lhe tocou muito. "Eu me lembro talvez a mais de 20 anos, quando no começo das campanhas da Fraternidade uma que me tocou muito que era a intitulada: 'Fraternidade sim violência não',   quando a gente usava os adesivos no carro, achei aquela campanha foi fabulosa". Parabenizou Bonifácio.  

Souza ressaltou que posteriormente a campanha se enriqueceu mais ainda com a adesão de algumas igrejas evangélicas, e lembrou de outro tema que citava os excluídos: "Quem são os excluídos? Os índios, os quilombolas o lavrador lá do campo desamparado, os ribeirinhos, os que moram nas periferias, muitos e muitos brasileiros e tocantinenses que vivem abaixo da linha de pobreza. No Brasil existe assim um paradigma: Amazônia e o pulmão do mundo, mas, o Brasil é o celeiro do mundo". Afirmou Bonifácio que continuando orientou que tem que haver um desenvolvimento sustentável.

"Eu lendo a carta aqui, eu vejo que tem muita coisa que tem avançado, mais há problemas no Tocantins como a caça e a pesca ilegal. Eu me lembro da atuação da polícia ambiental, nós temos um Batalhão de Polícia Ambiental, uma companhia, que prende, processa, quem eles acham com um Tatu, uma banda de Paca, e eu me lembro da Polícia Federal aqui no Tocantins vindo de Goiânia ainda, para processar um cidadão que foi pego com uma banda de uma Paca. Então a polícia tem agido, e eu assisto lá no Norte do Tocantins a repressão a quem cria pássaros às vezes dois três pássaros, uma Arara a quem faz um tanque de peixe sem as respectivas licenças, e que são multados e a gente como parlamentar ainda vai tentar achar defesas para essas multas,  até às vezes por desconhecimento do cidadão. O desmatamento tem repressão, não se vê tanto transporte ilegal de madeira até porque a polícia rodoviária, as polícias militares do batalhão ambiental prende e o cidadão que é multado perde e às vezes essa madeira vai servir a causas sociais". Elogiou o Parlamentar, que na sequencia lembrou que conseguiu a doação de parte das madeiras apreendidas para construir os bancos da igreja da Santíssima Trindade em Tocantinópolis. "Essas madeiras são doadas também as prefeituras para atender às causas sociais na distribuição de casas populares, então a uma ação". Reforçou Bonifácio.

O deputado relembrou a todos que no Tocantins tem poucos produtos minerais, e a extração de Palmito é tida como ilegal, lembrou ainda de uma lei que ele disse considerar draconiana que proíbe até o cidadão do campo de queimar o coco babaçu.  "Hoje nós não podemos ter uma carvoeira que queime o coco que se perde nas matas de babaçu desse estado por obra de uma lei que nós da Assembleia nos tempo passado fez". Reclamou Souza.

Bonifácio relatou sobre o desmatamento das Nascentes no qual ele considerou ser um grave problema.  "Esse é mais um problema de educação porque o próprio cidadão do campo pelo desconhecimento o faz.  A captação das águas dos rios para irrigação de grandes projetos. Nós assistimos esses dias o Nordeste empolgado, por que não dizer a nação empolgada, com a inauguração da transposição do Rio São Francisco para atender vários estados do Nordeste em proteção aqueles cidadãos que estão passando sede, mais se tirando a água de um rio que está há anos e anos na UTI. O Rio São Francisco é uma situação dez vezes pior que o Tocantins, estão transpondo as suas águas, e se vê um projeto nesse Brasil de transpor as águas do Tocantins para o São Francisco". Reclamou o parlamentar.

Voltando ao assunto da Campanha da Fraternidade deste ano, o deputado disse que ela é uma continuação dos vários problemas do globo e do ser humano e que se concretiza neste ano com o cuidar da casa comum, explicando que: "Casa comum é a Terra, é o Planeta. Antes cuidou do usuário da casa comum, os condôminos que teriam que respeitar a terra mas, que precisam sobreviver, eu aqui cá no meus pensamentos pergunto, gente o quê que se prenuncia para este país nesses dias?" Perguntou Gomes.

O parlamentar disse ter esquecido de citar um assunto que é o Esgoto Sanitário onde concluiu o seguinte: "Ai meu Deus, que sorte as cidades que não tem esgotamento sanitário. Porque chega o órgão opressor e vai lhe cobrar 80% até onde não tem esgoto como estão cobrando dos padrões que não entram para rede esgoto. Quem quer isso? É preferível você ter sua fossa, ninguém quer esgoto! Não é coisa de pobre, é coisa de Rico". Justificou Bonifácio que falou ainda sobre o problema das queimadas, voltando a um passado não muito distante explicou que um dia voltava da cidade de Imperatriz (MA), quando viu um cidadão tocando fogo na beira da rodovia e indignado parou na cidade de Campestre (MA), para denunciar no batalhão da polícia, e após fazê-lo foi embora, e ao chegar em Tocantinópolis, percebeu que havia deixado sua bolsa no balcão da polícia. "Isso foi castigo porque eu fui denunciar os outros". Pronunciou o parlamentar.

"A gente vê que o Governo, o Ibama faz as brigadas de incêndio nas aldeias, contratam os índios que tocam fogo para que eles mesmos apaguem o fogo. É uma atuação. Mais eu queria chegar num denominador da união das campanhas da Fraternidade do passado e de agora. Os excluídos, os índios, quilombolas, estão sobre a ameaça que pode lhes dificultar a própria existência. Ontem eu ouvi o próprio presidente Temer assim até alterado, falando que a reforma da presidência não tira direito de ninguém. Quem é que tá perdendo direito? Ele não é! Mais vocês  imaginaram o Índio, o Quilombola, o sertanejo coitado quem vive de um pedacinho de terra para sua sobrevivência as vezes praticando crime ambiental, ter que recolher INSS. Se aposentar depois daquela luta sobre um sol causticante, sobre as chuvas sobre as intempéries, sobre a maior intempérie do mundo que é a falta de conhecimento e cultura, às vezes sem ter a quem recorrer a não ser a Deus. Que crime contra a humanidade, que crime contra a criação, porque ela atinge a maior criação de Deus que é o homem que foi criado a sua semelhança. E eu acredito que a Igreja Católica, as igrejas evangélicas, aqueles que estudaram a Bíblia, aqueles que amam a própria humanidade, tem a responsabilidade de também se pronunciar e dizer um não. Não adianta mascararmos aqui com a campanha que atinge o rádio a televisão e os meios de comunicação, e vermos e contribuirmos, isso é o que é mais grave. Contribuirmos para que a parcela dos excluídos se feneça sobre os auspícios da recuperação econômica de um país". Desabafou Bonifácio que finalizando falou da atitude da bancada federal do Tocantins que segundo ele se confraternizou com o presidente Michel Temer a troco de migalhas.

"Eu fico triste quando vejo, a nossa bancada, a grande parte dela, se confraternizar com o Governo a troco de migalhas que não significam a essência do ser humano e do mundo e do nosso Estado. Trocando a vida dos mais humildes por uma ponte em Porto, por uma BR Transbananal, por algumas obras na capital, por emendas parlamentares no Estado que venham  no momento agraciar nós políticos e nossas comunidades à custa do sacrifício de brasileiros excluídos que com 65 anos talvez nem atinjam isso, nem atinjam isso. Eu gostaria de conclamar a Igreja Católica que eu faço parte desde que fui batizado, que nasci dentro de uma família religiosa, para que associe a casa comum, o habitante da casa comum principalmente aqueles que moram debaixo da natureza nas casas feitas de sapê coberto de palha e eles queimando coco babaçu produzindo para comer, não para contribuir com essa nação rica, poderosa, mais destinada aos mais favorecidos aos mais ricos, e que os nossos políticos se empenhem que vender esses excluídos por algum benefício temporário não justifica o mandato que o povo lhes outorgou". Finalizou José Bonifácio.

Assista o discurso na íntegra no vídeo abaixo:

Fonte: Ascom/Gab. Dep. José Bonifácio

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