Secretário de Saúde do TO Comparece na Assembleia Legislativa Para Responder Questionamentos dos Deputados

Data do post: 06/12/2017 17:33:21 - Visualizações: (73)    Imprimir

Marcos Esner Musafir, atual Secretário Estadual de Saúde do Tocantins, esteve na AL nesta quarta feira (06), para responder alguns questionamentos dos deputados estaduais durante sessão ordinária desta manhã.

Foto Reprodução TV AssembleiaO secretário foi questionado pelos Deputados José Augusto Publiesi, Alan Barbiero, José Bonifácio, Valderez Castelo Branco, Paulo Mourão e Elenil da Penha que fizeram algumas perguntas sobre como ficou a situação da pasta após a "Operação Marcapasso", realizada pela Polícia Federal que investiga um grandioso esquema de corrupção na secretaria comandada por Musafir.

Durante sua fala o deputado estadual José Bonifácio chegou a defender o secretário dizendo que o atual secretário pode até ter sido tomado de surpresa quanto a esta operação da PF.  "O secretário pode ter sido até tomado de surpresa com os acontecimentos, e nós aqui pedindo, exigindo que ele nos esclareça alguma coisa enquanto as vezes ele tá querendo ser esclarecido. Por que é um processo da Polícia Federal em segredo de Justiça". Defendeu Bonifácio.

Foto Reprodução TV AssembleiaEm outro trecho o representante da região do Bico do Papagaio disse que a única coisa que Musafir poderia fazer agora seria realizar um controle interno com gentes honestas. "Para se livrar de possíveis desvios aí seria um controle interno com gente honesta, com capacidade para deixar que saia pelo ralo o mínimo de recursos possíveis,  porque ainda assim ainda vai sair. Quando não sai nada, sai de lá um pequeno funcionário que leva um gás, leva isso leva aquilo, leva até o sabonete, papel higiênico, isso acontece". Ponderou Gomes.  

Durante seu direito as explicações, o secretário agradeceu pela convocação, pois aquela oportunidade seria muito bom para a secretaria mostrar o trabalho feito até agora. "É muito difícil gerenciar todas as unidades de saúde com uma série de dificuldades herdadas historicamente, com comportamentos com heranças difíceis de vencer. Acredito que a maioria dos Senhores aqui estavam nessa casa no passado quando essas coisas aconteciam que foi o período que essa operação da Polícia Federal investiga. Quero lembrar também a crise econômica do país e a saúde depende essencialmente de recursos financeiros e a crise atinge diretamente a nós". Justificou Marcos.

Esner lembrou aos presentes que há uma CPMI acontecendo no Congresso Nacional aberto ainda em 2014 justamente apurando casos de desvios sobre próteses e que a partir desta CPMI que cresceu a  visão dos órgãos de controle e da PF em cima desta área caríssima de próteses e medicamentos especiais. "O desdobramento desta operação está correndo em segredo de Justiça, e o acesso que nós temos é apenas o acesso da Imprensa. Também vale a pena lembrar que o deputado falou que a saúde tem bastante recurso. Tem sim, só que aproximadamente 90% do recurso que o tesouro estadual coloca para a saúde é para pagamento de Recursos Humanos, saúde se faz com pessoas, são pessoas cuidando de pessoas, a determinação nossa de governança na Secretaria de Saúde é que o foco é o paciente". Fortaleceu o secretário que continuando explicou que quase 90% do dinheiro da sua secretaria é usado para pagar a folha, outros 7% em média vai para pagar demandas judiciais de remédios especiais que não estão na rede nacional de medicamentos, também com aparelhos e próteses que não estão no rol do Ministério da Saúde.  "Somos obrigados a comprar, sobra 3%, e mesmo assim nós temos uma economicidade gigantesca pela transparência que a gente tem colocado nas licitações. Nós temos um colegiado financeiro, inclusive tive a honra de receber numa dessas noites que estávamos lá fazendo o colegiado financeiro a presença da deputada Valderez que participou conosco", citou Marcos.

Voltando ao assunto da operação feita pela polícia federal, o secretário relatou que a operação marcapasso partiu da própria secretaria. "Nós denunciamos porque encontramos um material com a etiqueta cobrindo a etiqueta original de um material vencido, e a partir dali fomos a polícia e como era recurso Federal a polícia federal foi envolvida, Ministério Público Federal também foi envolvido. Essa investigação aconteceu em Abril de 2016 que começou por uma denúncia da seriedade, da responsabilidade sanitária e social da secretaria, então nós fizemos a denúncia com toda a transparência com toda a seriedade seguindo a orientação do Governador Marcelo Miranda que me cobra sempre mais dignidade na saúde para população".

Marcos disse ainda que a Polícia Federal já teria ido na secretaria que ele comanda bem antes. "Tivemos a visita da polícia federal na secretaria no dia 7 de novembro onde eu determinei que abrissem todas as salas, eles buscaram contratos, buscaram editais, buscaram as informações que julgaram procedente para que eles pudessem alimentar a investigação deles, e quero dizer com muito respeito a Polícia Federal como o Deputado Alan Barbiero falou e  também o Deputado José Bonifácio,  não houve envolvimento de ninguém desta gestão eu coordeno, com a minha equipe fantástica de coordenadores e superintendentes honestos, aqui não houve nenhuma denúncia, digo isso porque nós respeitamos o recurso público queremos aplicar da melhor forma". Frisou.  

A crise recente do Plansaúde foi citada por Musafir que enumerou um crescente aumento de atendimentos pelo SUS depois do problema com esse plano de saúde. "Apenas 6% da população tem plano de saúde, nós temos que cuidar de 94% da população e nesta crise recente que teve o Plansaúde aumentou em 28% o atendimento nos nossos hospitais das pessoas que tinham planos de saúde, e não deixamos de atender, e não faltou material. Temos as dificuldades operacionais como qualquer hospital do mundo tem. Cirurgias tem hora para começar mais não tem hora para acabar. Às vezes você programa 3 horas de cirurgia e não consegue, aí complica, só se faz uma e vai ter que adiar". Justificou-se.   

O comandante da área da saúde falou sobre o hospital de Gurupi, onde citou que criou uma força tarefa junto com a secretaria de infraestrutura que comanda a área de  obras, e explicou que há burocracia por parte da Caixa Econômica. "O dinheiro está lá, está aplicado e a gente não consegue usar porque detectamos várias falhas nós e a Caixa Econômica. Como pode um prédio de dois andares tem rampa e não tem elevador? Como pode não ter telhado? Como pode a área administrativa ser maior que a área de assistência? Então, em cima da experiência que temos do que é hoje um moderno projeto de uma arquitetura hospitalar voltada para atender o cidadão, as mudanças estão acontecendo. Essa força-tarefa está para acabar o trabalho dia 15 de dezembro". explanou.

Assista a sessão ordinária com a presença do secretário de saúde no vídeo abaixo:

Fonte: Redação do Tocnoticias

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