Com o Campeonato Tocantinense em Decadência, Leomar Quintanilha Toma Posse Para Mais 4 Anos no Comando da FTF

Data do post: 30/04/2019 19:10:42 - Visualizações: (1027)    Imprimir

Nos últimos seis anos a entidade teve receitas operacionais brutas de R$ 8.192.609,25 e Leomar comanda a entidade a quase 30 anos sendo reeleito no dia 30 de Abril de 2018 por aclamação das entidades "ligas Esportivas" e times profissionais do Estado para comandar a entidade até 30 de Abril de 2023.

Imagem da internetJá vimos notícias de tudo que se pode imaginar no Estado do Tocantins, políticos tomando terras de seus legítimos donos, governadores sendo caçados, outros desistindo dos mandatos, e agora um político entra para a história do mais novo Estado da federação após ser empossado para mais 4 anos de mandato na Federação Tocantinense de Futebol, entidade do qual Leomar Quintanilha comanda desde 1991.

Enquanto o Campeonato Tocantinense segue aos trancos e barrancos com times amadores sendo alçados para o profissional apenas para aumentar a quantidade de participantes, a federação Tocantinense de futebol que se preocupa apenas cobrar dos próprios clubes que participam dos torneios orquestrados pela entidade, empossa mais uma vez o eterno presidente Leomar de Melo Quintanilha para continuar seu reinado na FTF.

Foto Divulgação FTFEleito por aclamação em 30 de Abril de 2018 com "Chapa Única", o Rei da FTF foi reeleito sob a abonação de sete ligas municipais e regionais em atividade no Estado, além de associações amadoras de Palmas que participam dos campeonatos que são"patrocinados" pela federação em 2018, e mais seis clubes que participaram do Tocantinense profissional da 1ª divisão  no ano passado, que neste ano contabilizam 09, haja visto a desistência do poderoso Gurupi que não conseguiu forças para participar do campeonato em 2019.

Foto Divulgação FTFA posse da antiga/nova diretoria da Federação, aconteceu no auditório da sede do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), localizado na Avenida Teotônio Segurado em Palmas, e contou com a presença de apenas dois dirigentes de clubes profissionais, Wilson Castilho do Gurupi, time que não está participando do campeonato deste ano, e Osmarivan Moreira que é presidente da Liga de Esportes de Paraíso que conta com o Atlético Cerrado como representante da entidade no tocantinense profissional deste ano.

Os demais dirigentes de clubes provavelmente não participaram devido as condições emblemáticas que vivem em seus times, pois alguns deles estão penando para conseguir se manter na elite do futebol tocantinense, como é o caso do Araguaína e Arsenal de Tocantinópolis, que não estão conseguindo se quer pagar as pesadas taxas de arbitragens impostas pela federação que leva toda a renda das partidas, e na maioria das vezes os dirigentes desses clubes ainda tem que desembolsar para pagar os árbitros que não tem nada haver com a história, e  tem que receber, já que exercem seu trabalho que deve mesmo ser muito bem remunerado, diga-se de passagem.

Foto Divulgação WhatsappMesmo com todas as dificuldades os dirigentes teriam que ter comparecido ao evento de posse do até agora eterno presidente, para que os mesmos pudessem expor suas reclamações e ideias ou até mesmo fazer um "pedido de socorro" para que a federação de alguma forma possa ajudar esses clubes a continuarem participando desses torneios sem premiação, nem que seja arcando com parte das despesas com os árbitros, dando assim um pouco de gás financeiro aos times.  

Talvez a maioria não compareceu por vergonha ou medo de sofrerem algum tipo de perseguição caso reclamassem, até mesmo porque poderiam levar um belo NÃO na cara, haja visto que eles mesmos elegeram a atual diretoria no ano passado, então, neste caso, cabe a velha máxima popular: "O povo tem o Governo que merece".

A situação de alguns times que participam do campeonato é caótica. Utilizando como exemplo, citaremos o Arsenal de Tocantinópolis, recém chegado do amador, o time está literalmente catando moedas para participar do profissional no intuito de não ser multado e punido com anos de exclusão como aconteceu recentemente com o Gurupi.

O segundo representante dos Tocantinopolinos, conseguiu em uma partida contra o TEC no  Estádio Ribeirão, uma ótima arrecadação através do comparecimento dos torcedores no estádio, porém, do dinheiro arrecadado com a venda de ingressos, mais de R$ 4.600,00 foram pagos para a arbitragem, e o que sobrou o presidente do time rateou entre os jogadores e comissão técnica repassando a bagatela de míseros R$ 180.00 (Cento e oitenta reais) para cada um.

Foto Divulgação WhatsappMais porque o presidente do time não guardou o restante do dinheiro para gastar nos próximos jogos? A resposta é até humilhante. Porque simplesmente "os jogadores e comissão técnica do Arsenal, não ganham salários como os demais atletas dos outros times e alguns da diretoria da FTF recebem".

Recentemente, o Arsenal recebeu uma ajuda negativa da federação em forma de uma multa no valor de R$ 100,00 (Cem Reais), pelo simples motivo da ambulância do município de Tocantinópolis ter chegado atrasada 4 minutos no estádio antes do Jogo contra o Atlético Cerrado no Ribeirão no dia 13/04 e uma segunda multa no valor de R$ 500,00 (Quinhentos Reais) na partida Arsenal X Sparta pelos Artigos 191-III e Artigo 23 do REC.

Imaginem a situação, o time não está tendo condições de pagar se quer as taxas de arbitragem, ainda vai ter que se virar para pagar uma multa por atraso da ambulância, mais isso é compreensível, pois coitado do presidente Leomar e seus dirigentes, a federação recebe tão pouco da CBF.

Fizemos uma pesquisa no site da Confederação Brasileira de Futebol (https://www.cbf.com.br/a-cbf/institucional/balancos-federacoes/balanco-da-federacao-tocantinense-de-futebol-1) e encontramos alguns balanços, espécie de prestação de contas da entidade Tocantinense dos anos de 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017, no qual constam as Receitas Liquidas* da Federação Tocantinense de Futebol na maioria oriundas de repasses da própria CBF com os seguintes valores:  

2012 - Receita Operacional Bruta: R$ 1.026.888,94 (Um Milhão, Vinte e Seis Mil, Oitocentos e Oitenta e Oito Reais e Noventa e Quatro Centavos);

2013 - Receita Operacional Bruta: R$ 1.371.942,53 (Um Milhão, Trezentos e Setenta e Um Mil, Novecentos e Quarenta e Dois Reais e Cinquenta e Três Centavos;

2014 - Receita Operacional Bruta: R$ 1.488.233,20 (Um Milhão, Quatrocentos e Oitenta e Oito Mil, Duzentos e Trinta e Três Reais e Vinte Centavos);

2015 - Receita Operacional Bruta: R$ 1.232.400,46 (Um Milhão, Duzentos e Trinta e Dois Mil, Quatrocentos Reais e Quarenta e Seis Centavos);

2016 - Receita Operacional Bruta: R$ 1.419.939,47 (Um Milhão, Quatrocentos e Dezenove Mil, Novecentos e Trinta e Nove Reais e Quarenta e Sete Centavos);

2017 - Receita Operacional Bruta: R$ 1.653.204,65 (Um Milhão, Seiscentos e Cinquenta e Três Mil, Duzentos e Quatro Reais e Sessenta e Cinco Centavos).

Foto Divulgação FTFSomando-se todos os valores recebidos pela entidade em Receitas Operacionais Brutas nos últimos seis anos, chegamos ao maravilhoso valor de R$ 8.192.609,25 (Oito Milhões, Cento e Noventa e Dois Mil, Seiscentos e Nove Reais e Vinte e Cinco Centavos). É um baita valor que se fosse realmente investido num todo com o futebol, faria do nosso fraco campeonato tocantinense subir um pouco no ranking das federações, no qual a nossa,  é a 25ª, ficando na frente apenas das federações do Amapá e Roraima.

Voltando ao assunto da posse de Leomar Quintanilha para mais quatro anos, o presidente vitalício concedeu uma entrevista ao site Alô Esportes anunciando uma super novidade que em tese já vinha acontecendo, que são as transmissões de algumas partidas do campeonato via internet, só não se sabe qual vai ser o papel da Federação nesta questão, se vai ser proibindo os que já fazem, ou seja, monopolizando as transmissões, ou dando suporte a quem já transmiti.

Vale ressaltar que Quintanilha não está só nessa empreitada de gastar o dinheiro recebido da CBF. Junto com ele nesta diretoria que irá comandar a FTF até 30 de Abril de 2023 estão: vice-presidentes: José Wilson Soares (1º), José Bonifácio Gomes de Souza (2º), Wilson de Souza Castilho (3º), Denir Mauricio Rodrigues de Siqueira (4º), Osmarivan Moreira de Souza (5º). No Conselho Fiscal Membros Efetivos: Walterson Teodoro da Silva, Rildo Mundim Rios e Alceu José Catapan. Membros Suplentes: Manoel Messias Luiz Tavares, Magno Riquechard de Carvalho Silva e Fábio Pereira. Conselho Consultivo: Gesley Borges, Hélio Rodrigues Noleto, Luiz Eduardo Catapan e Delfino Serpa de Freitas.

Finalizando, cabe a frase: "Em time que está ganhando $ não se mexe!"

Fonte: Redação do Tocnoticias

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